Deputada estadual mais votada em SP fez vídeo debochando de trans: 'Eu tenho útero'
Deputada mais votada de SP fez vídeo debochando de trans: 'Eu tenho útero' A candidata a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL), a mais votada de São Paul...
Deputada mais votada de SP fez vídeo debochando de trans: 'Eu tenho útero' A candidata a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL), a mais votada de São Paulo com 1,9 milhão de votos nas eleições de 2026, gravou um vídeo durante sua campanha em que expõe diferenças entre uma mulher cisgênero e uma mulher transexual, que era interpretada pelo deputado federal mais votado do estado, Lucas Pavanato (PL). O conteúdo foi publicado nas redes sociais dos próprios candidatos, que questionam o fato de ambas serem “consideradas mulheres perante a lei”. Em determinado momento, Campopiano afirma que “tem útero” para, segundo ela, “acabar com a confusão” (veja o vídeo no topo da reportagem) “Chega de confusão: homem é homem e mulher é mulher”, escreveu. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, a jovem parlamentar ganhou projeção nas redes sociais com pautas conservadoras e alinhadas ao bolsonarismo. Nascida em Campinas, em 22 de julho de 2003, Eduarda ingressou na política eleitoral em 2024. Filiada ao Partido Liberal, a deputada eleita construiu sua campanha estadual fortemente apoiada na comunicação digital. Durante a disputa de 2026, os conteúdos dela foram direcionados principalmente ao eleitorado conservador, com defesa da família tradicional. Ela também se posicionou contra pautas progressistas, o feminismo contemporâneo e o que classifica como "cultura woke". Em sua biografia de uma rede social, ela afirma ser “a maior inimiga das feministas de SP”. Eduarda Campopiano (PL) e Lucas Pavanato (PL) gravaram vídeo durante campanha expondo situações envolvendo mulheres cis gênero e transsexuais Redes sociais Na área da segurança pública, Eduarda defendeu o direito ao porte de armas de fogo e argumentou que a medida pode ampliar a proteção das mulheres contra a violência. Em temas sociais e econômicos, manifestou-se contra políticas de cotas raciais e contra iniciativas que buscam reconhecer formalmente a prostituição como profissão. Meses antes da eleição, uma polêmica envolvendo declarações de Eduarda Campopiano sobre a colonização do Brasil ganhou projeção nacional. Durante a participação em um podcast, a então vereadora afirmou que agradecia a Deus pela chegada dos colonizadores ao país e associou povos indígenas a práticas como canibalismo e sacrifícios. No debate, promovido pelo RedCast, Campopiano declarou: "Glória a Deus que colonizaram, glória a Deus que catequizaram as índias". Em seguida, ela afirmou que a colonização teria interrompido práticas que atribuiu aos povos indígenas, dizendo: "Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: 'Galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva...'". Eduarda Campopiano, do PL, foi a deputada estadual mais votada de São Paulo Reprodução/Instagram A controvérsia levou a artista e liderança indígena Katú Mirim a registrar um boletim de ocorrência por preconceito de raça ou cor. Segundo o registro policial, ela afirmou que as declarações ofenderam a cultura, a história e os povos indígenas. Dados da Justiça Eleitoral mostram que Eduarda declarou ocupação de vereadora, ensino médio completo e não informou bens à Justiça Eleitoral. Sua campanha para deputada estadual arrecadou cerca de R$ 755 mil, dos quais mais de 90% vieram do diretório nacional do PL. A maior parte dos gastos foi destinada ao impulsionamento de conteúdo na internet. A ascensão da parlamentar também ocorreu em sintonia com o crescimento de uma nova geração de políticos conservadores. Entre seus maiores apoiadores esteve o candidato a deputado federal Lucas Pavanato (PL), com quem fez dobradinha na campanha. Artista Katú Mirim denunciou a vereadora Eduarda Campopiano (PL) por racismo Reprodução/Instagram e YouTube/RedCast VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos